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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mondrian na VEM: expandindo a consciência discente na E.E. José Miguel do Nascimento


Em sua segunda edição, a Virada Educacional Mineira – ou, simplesmente, a Campanha VEM – segue firme em seu objetivo primeiro: atrair os jovens de volta para os estudos apresentando-lhe uma concepção mais jovial e renovada da escola, que, hoje, busca estar mais alinhada com os anseios da juventude na esfera estadual, prezando pelo diálogo e por construir-se com base na realidade desses jovens. E eis que a E. E. José Miguel do Nascimento, lá do Novo das Indústrias, absorveu bem o espírito da campanha, promovendo, no dia 17/09, o que chamou de MONDRIANização, referência ao pintor neerlandês modernista Piet Mondrian (1872-1944).

Tudo partiu do projeto intitulado “MONDRIANização: intervenção estética na nossa escola”, o qual compreendeu, primeiro, uma visita à exposição “Mondrian e o movimento De Stijl”, idealizada pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) em parceria com Art Unlimited. A exposição permanece em cartaz durante o período compreendido entre 20/07 e 26/09 do ano corrente. Para essa visita, foi selecionada uma média de 44 alunos dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental Programa Tempo Integral.

O passo seguinte, então, foi a organização do evento intitulado “MONDRIANização – Novos espaços & vivências”, promovido como parte da Campanha VEM. Com isso, a escola teve como objetivo brindar a comunidade com uma intervenção artística em seu espaço, naturalmente inspirada pelo estilo de Piet Mondrian, com seus retângulos e cores primárias. Nesse âmbito, a E.E.J.M.N. procurou levar os discentes a adotar uma atitude autoral, reproduzindo nas vidraças uma profunda intervenção estética, com a finalidade de personalizar e embelezar o ambiente escolar e, consequentemente, criar uma identidade com a escola. Além da exposição, o evento contou ainda com oficinas e exibições esportivas.

Presente no evento, o superintendente da Metropolitana B, Webster Silvino, exaltou a pertinência da intervenção. “O trabalho da [escola] José Miguel do Nascimento é muito significativo na medida em que busca chamar os jovens de volta para si através da arte, que abriga em si uma finalidade humanista”. Discorrendo sobre história, cultura e inclusão, Webster mencionou ainda benefícios para os discentes que vão além do projeto em si. “A proposta possibilitou aos meninos conhecer o CCBB, levando-os a adentrar aquela construção erguida na década de 30, compreender a sua importância e não se deixar enganar por aquela concepção tola da arte como algo restrito às elites. A cultura está como deve estar: ao alcance de todos”, conclui o superintendente.


O projeto, que teve uma dimensão interdisciplinar e apoio logístico e funcional da coordenação do Tempo Integral, surgiu do reconhecimento de que o quadro social demanda uma escola que não raro vá além de sua finalidade original. Ademais, a escola em questão parte da premissa de que as possibilidades de socialização, formação e qualidade de vida são potencialmente aumentadas através de atividades que transcendam os moldes escolares tradicionais. Dentre essas atividades, estão as expedições de campo, que tornam oportuna a abordagem interdisciplinar e o necessário envolvimento entre as equipes docente e pedagógica com vistas a uma ampla exploração temática.

O processo educacional vislumbra um ser crítico e transformador de uma sociedade carente de perspectivas para o seu modo predatório de produção, para a harmonia com o planeta, com o semelhante, com a comunidade e consigo mesmo. A arte, por sua vez, é uma das tantas formas de expressão humana da qual o homem se vale desde os primórdios da humanidade, tendo, portanto, o potencial de atender a essa demanda humana. Através das manifestações artísticas, o homem percebe, critica e reage ao mundo pós-moderno, razão pela qual, no contexto educacional, a arte se configura como recurso consideravelmente colaborativo para a produção de conhecimento e para a aprendizagem significativa de crianças e jovens.


A Virada Educação (VEM)

A Campanha VEM teve a sua primeira edição em 2015, quando trouxe 114 mil novos estudantes para o Ensino Médio. Trata-se de uma iniciativa que iniciativa que convida os jovens evadidos a retornarem aos estudos, o que, neste ano, perdurará até o dia 28 de outubro. A Virada Educação Minas Gerais surgiu das alarmantes constatações, geralmente oriundas do senso comum, de que a escola não é atrativa para os jovens ou de que a Educação não vai lhes garantir um futuro melhor. Assim, a campanha surgiu como forma de apresentar aos jovens o verdadeiro potencial da Educação, bem como de estabelecer com eles o diálogo, colocando-os como atores neste processo.
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Texto: Alex Gabriel da Silva
Fotos: SRE Metropolitana B



















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