.:: AVISO IMPORTANTE: ATENDIMENTO NA SRE METROPOLITANA B SOMENTE ÀS TERÇAS E QUINTAS-FEIRAS - FIQUE ATENTO ::.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

A poética de Manoel de Barros e os desperdícios de infância


"Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande." Manuel de Barros.

Embriagados pela obra de Manoel de Barros e pelas singelezas das (des)escritas de quem se pretende apanhador de desperdícios, nós também, como arautos de coisas puras e simples, procuramos escarafunchar os espaços de sociabilidade por onde passam as nossas crianças. Também nós já fomos crianças e, ao lermos os fragmentos poéticos desse homem que diz ter uma dor de árvore em seu morrer, recebemos essas mensagens como sacudidelas das mãos do poeta, com gosto de infância e cheiro de terreiro de quem traz encrustadas na alma as lembranças do menino pantaneiro. Com sabor de saudade, os versos desse menino crescido nos tocam e, ao saboreá-los, indagamos sobre como acontece e em quais espaços de convivência está circunscrita a criança dos tempos atuais. A espasmódica resposta, como velha conhecida nossa, nos incomoda. A lúgubre resposta sabida surge como algo que não deveria ser, como um soco “na boca do estômago”: a criança de hoje se encontra em entre lugares. Em toda parte e em lugar nenhum. Muitas, perdidas e à cata de achadouros.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Você sabia?

Abril e o livro infantil

No dia 2 de abril comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil, ao passo que no dia 18 de abril comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. Trata-se de uma coincidência, visto que tais datas foram escolhidas  como referência ao nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) e do brasileiro  Monteiro Lobato (1882-1948), respectivamente. No Brasil, pode ser que muitos desconheçam o nome de Andersen, mas, certamente, já ouviram falar de alguns de seus mais notáveis títulos, como “A Pequena Sereia” (1837), "O soldadinho de chumbo" (1838) e "O patinho feio" (1843), obras através das quais o dinamarquês procurava transmitir a ideia de igualdade de direitos entre todos os indivíduos. Já o grande Monteiro Lobato, por sua vez, é tido como o pioneiro da literatura infanto-juvenil brasileira. Muitas de suas publicações, embora voltadas para o público infantil, tinham como propósito ser um instrumento de luta contra o atraso cultural e a miséria do Brasil. O Sítio do Pica Pau Amarelo foi a criação que o celebrizou. Dentre as suas obras mais notáveis, estão “Reinações de Narizinho” (1931), “Caçadas de Pedrinho” (1933) e “O Pica-pau Amarelo” (1939).